sábado, 2 de outubro de 2010

O QUE É SER UM BOM PROFESSOR, E COMO SE TORNAR UM BOM PROFESSOR

Resenha a carta de Paula Freire

Tendo uma visão interiorizada da esfera, ou seja, tomando conhecimento não apenas de nossas próprias idéias, mas de uma forma coletiva, passamos a ter como principio a formação pedagógica diferenciada; digo no sentido de não nos submetermos somente ao nosso egocentrismo. Paulo freire explica muito bem estes meios quando diz que, “Não existe ensinar sem aprender” por tanto, cabe a nós formadores do aprender, ensinar aprendendo sempre. O professor não aprende por ser um ensinante, mas por ser ensinate de suas imperfeições.

A capacidade de ensinar esta na capacidade do aprender. Por tanto, para ser um bom professor não basta ser humilde, ser um bom professor é descobrir em nossas incertezas os acertos e equívocos de nossas incertezas. Ser um bom professor é ser vertente de muitas gerações. Para que o caminho de um bom professor seja o caminhar de suas certezas. A virtude de um futuro professor não é encontrada nas peças das coisas banais da vida, como atentamos todos os dias nas relações entre o ser e ter, estas duas relações vem se sucumbindo dos princípios morais dos futuros profissionais da educação. Ficando somente a relação entre o ter, ou seja, fazendo uso somente daquilo que lhe é convencional. O desinteresse dos alunos na sala de aula vem se confirmando nas próprias relações entre os objetos de sua “auto-afirmação” como ser somítico, por exemplo, os telefones celulares, os diálogos paralelos, as unhas imperfeitas em busca de uma perfeição com uma Lixa de unha, os desfiles contínuos de alunos e alunas entre sala e corredores. É com esmero que delimito o espaço entre o ser e o ter, o ser do “eu” proporcionara meios para uma capacidade plena para um bom professor, o ter para o “eu” somente nos remetera aquilo que temos. No entanto, julgado e criticado é aquele que através do conhecimento procura não a perfeição, mas a disciplina por uma educação melhor. “Ninguém escreve se não escrever, assim como ninguém nada se não nadar” na visão de Paulo Freire, ninguém aprende a ser um bom professor se não ser um bom aprendiz.
 
É sendo um bom aprendiz que se tornara um bom professor, mas para que isso se concretize é necessário uma dedicação além das nossas necessidades físicas; um dedicado aprendiz não se limita aos caminhos mais fáceis, ao contrário; o bom aluno procura sempre os caminhos mais difíceis. É por meio dos caminhos difíceis que a perfeição nos remete os princípios de um bom professor. E através de
 
Sua experiência docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Formação que se funda na análise crítica de sua prática. Partamos da experiência de aprender, de conhecer, por parte de quem se prepara para a tarefa docente, que envolve necessariamente estudar. (Paulo Freire, 2001 p. 260)
 
Finalizo este texto com uma reflexão de minha futura formação como professor. Por todavia necessitamos de uma historia pré-concebida de nossas gerações, e por meio dela tentamos dar forma a um ser imperfeito e inacabado. O homem é aquilo que lhe é oferecido, por tanto, se arrogância e mediocridade lhe for dado à imperfeição será moldada, mas se o conhecimento lhe for dado à perfeição será criada.
 
                                                   Pereira, R. C

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