Saber interpretar um espaço comum de um espaço mediador é talvez o primeiro passo mais importante a ser orientado por docentes. O espaço que chamamos de espaço mediador têm não só o objetivo de ser o campo das linhas de pensamentos, mas antes de tudo uma zona proximal das razões e reações de toda uma procura de acertos e desacertos em mentes discentes ainda não figuradas na sua totalidade.
O lapidar destas mentes pode não ser subjuntivo ao comportamento das mentes construtivas; mas pode ser um início de uma relação entre professor e aluno. Mesmo porque “o ambiente educacional deveria ser o mais propício” (Holanda, 2010, p.3) para um relacionamento interpessoal entre discente e docente. Na carta ao leitor trazida no mês de setembro pela revista ensino superior, a colunista Juliana Holanda faz uma ressalta na relação entre docente e discente.
Seria o caso de repensar, então, as relações entre docentes, discentes e instituições de ensino? De perceber que, independentemente da posição que ocupam, estão todos meio perdidos em seus papeis? (Holanda, 2010, p.3)
O seria um desuso dos projetos políticos pedagógicos, que, aliás, deveriam ser um princípio de todos, e avaliados por todos, seria uma forma de repensar a relação do ensino; “mesmo que ninguém as tenha de imediato, expor dúvidas, insegurança e pretensas certezas pode também ser uma forma de aprender” (Holanda, 2010, p.3) os meios não justificam os fins, as formações são esquecidas ou propositadamente largadas ao desuso das práticas interpessoais. Os meios são sempre duvidosos e incertos, já o meio viabiliza e consolida as contextualizações de uma formação entre discente e docente.
As relações estabelecem elos, e por tanto, mediados são os pensamentos entre professor e alunos, sendo o pensamento o lapidador da inter-relação.
A relação entre professor e aluno poder ter uma relação, de modo que ambos não se rivalizem os seus conhecimentos. (Sugundo Aglay Sanches, 2010, p.142) “o relacionamento professor-aluno, por ocorrer de maneira tão intensa, deve ser considerado enquanto uma unidade, em que ambos formariam um “par educativo”.
Apesar de ser um espaço em que ocorre a inter-relação entre professor e aluno, é importante apresentar que esse não constitui o único relacionamento interpessoal possível, pois nesse espaço realizam-se trocas de saberes e, também, de relacionamento entre alunos-alunos, alunos e demais funcionários. (Aglay Sanches, 2010, p.142)
A função do espaço mediador é fazer unir o conhecimento e as pessoas envolvidas, e principalmente lapidar em mentes discentes a edeia de que o aperfeiçoamento não é algo pronto, e sim algo a ser construído. Segundo as ideais construtivistas, o perfeito demonstra a ideia de acabado pronto, mas ao contrário da perfeição o construtivismo caracteriza o pensamento ainda por imperfeito, ou seja, “o construtivismo constitui-se por força de sua ação e não por qualquer denotação previa” (Fernando Becker, 2010, p.01).
Referências
Holanda Holanda, editora. 2010, p.3 Revista Ensino Superior- acesso- 17 Setembro de 2010.
Aglay Sanches, 2010, p.142 – acesso- 17 Setembro de 2010
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=011- acesso 17 Setembro de 2010 as 23hs
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