São compreensíveis as lamentações e os pesares, o pranto e os suspiros, pois o ser humano passa por processos psicológicos de adaptação e de reajuste as perdas da vida.
“Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.”
Nascer e morrer fazem parte de um fenômeno comum e necessário. Tudo nasce, tudo se desenvolve, mas tudo se definha.
Sempre há um tempo de partir.
A morte na terra é o término de uma existência física, é a passagem do ser infinito para uma nova forma existencial. Ela é um interlúdio, ou seja, um intervalo entre as diversas transformações da vida, a fim que a renovação e a aprendizagem se estabeleçam nas almas, ao longo da eternidade.
Morrer não é uma perda fatal, não é um mal, é um essencial processo de harmonização da natureza. Durante quanto tempo lamentaremos o passamento de um ser amado? Dependerá de como estamos preparados para isso, de que modo ocorreu a morte, de como era a nossa história pessoal com ele. No entanto, a perda de um ente querido é universamente causa de tristezas e de lagrimas, em qualquer rincão do planeta, mas a forma como demonstramos esses nossos sentimentos e emoções está intimamente moldada ao nosso grau evolutivo. O conjuntos de conhecimentos adquiridos, ou seja, o acervo cultural, espiritual e intelectual que possuímos, é de fundamental importância em nossa maneira de expressar essa perda.
Por isso, devemos entender e respeitar as múltiplas reações emocionais manifestadas no luto, pois acontecem de conformidade com as estruturas psicossociais que caracterizam cada indivíduo, levando sempre em conta suas diferentes nacionalidades, crenças e costumes peculiares.
A dor da perda, contudo, está radicado na incompreensão a seu respeito ou na apreensão que a precede e a acompanha. Eliminando-se esses fatores, os indivíduos verão a morte como um momento de renovação inerente à Natureza. Inquestionavelmente, é um período que antecede o reencontro dos atuais e dos antigos amores.
Os pesares e os murmúrios fazem parte da sequência de fatos interiores, que são provimentos mentais gradativos e difíceis, através dos quais as criaturas passam a aceitar lentamente a ausência-mesmo convictas de sua temporalidade - das pessoas que partiram. Uma das mais importantes funções da tristeza é a de propiciar um ajustamento íntimo, para que a criatura replaneje ou recomece uma nova etapa vivencial. È importante identificarmos nossa tristeza e sua função de momento; jamais devemos, no entanto, identificar – nos com ela em si. “Não, não é verdade! Não pode estar acontecendo!” , “Isso deve ser um horrível pesadelo que vai acabar!” São expressões comumente usadas como negação. São reações costumeiras diante de perdas desesperadoras. A recusa em admitir os fatos e as circunstâncias que os determinaram é uma forma de defesa habitual nas situações devastadoras com nossos entes queridos. É necessário a benção do tempo para que a alma elabore novamente um ajustamento mental e reúna forças para compreender a privação e a real extensão promovida pela dor. Alguns choram em voz alta; outros, porém, ficam sentados em silêncio. O isolamento transitório pode ser considerado também como uma outra forma psicológica de defesa para suportar esses transes dolorosos. A atenção destes se fixa unicamente no falecimento da pessoa querida, não se permitindo fazer contatos com outras pessoas, a fim de que os sentimentos de tristeza não aperte ainda mais seu coração, ou para evitar sejam evocadas com maior intensidade as lembranças queridas. Dessa forma, a criatura abranda o impacto da perda, fazendo um retraimento introspectivo. “ O senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.” Com toda a certeza, essa mensagem do antigo testamento incita-nos a uma aceitação incondicional dos desígnios da Assistência Divina.
O criador da vida fez com que a Natureza se mantivesse num eterno reciclar de experiências e energias, numa constante mudança de forma e ritmos, em nossa viagem maravilhosa de conhecimentos através da imortalidade.
Quando nossa visão se liga em nossa pura essência, vemos além de todas as coisas diminutas e insignificantes, fazendo com que nosso discernimento se amplie numa imensa lucidez diante de nossa jornada evolutiva.
Não existe perda, não existe morte, assim garantiram os Espíritos Amigos a Kardec: “... o que chamais destruição não passa de uma transformação”...
Francisco do Espírito Santo Neto
Psicografia do espírito HAMMED
Um comentário:
Liliane
Nossa Clayton, como vc descreveu bem tudo que estou sentindo.Estou lutando comigo mesma para a aceitação e compreensão de tudo o ocorrido.Estou procurando explicações para aceitar melhor.
É que tem horas que bate uma tristeza, talvez uma revolta, porque no fundo ainda não aceitei essa perda. Foram duas pessoas que me faziam muito feliz e que de repente me vejo sem elas. Uma filha linda eu tinha, mas que não era minha, vejo isso agora.Deus me deixou a Lara que me ajuda muito e me deixou pessoas como vc que tem ajudado muito a enchergar de uma maneira diferente a morte.
Eu só fico pedindo a Deus que me tire essa agonia que sinto.
Eu acredito que com o tempo e as leituras e compreensão a cada dia eu espero conseguir me libertar destes sentimentos.
Esta frase "O Senhor deu, o senhor tirou", vou gravar em meus pensamentos.
Te agradeço muito, muito mesmo por tudo que está fazendo por mim.
Abraços.
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