terça-feira, 11 de março de 2014

Amor de Alma

Oi vida! Não se espante com o sentido destas próximas palavras, pois são apenas memórias da minha coerência: neste momento deixo todo carinho sentido por você de lado, pelo menos por um instante. Pois a razão não pode jamais ser dissimulada pelos sentimentos, vou um pouco alem dos meus pensamentos; digo que não só o carinho vem permeando meu coração, neste instante me atrevo em dizer que seria um amor em plena construção de seus pilares. Por, todavia enfatizo a posição em relação a nós; o beijo trocado entre sua boca e a minha é como um beijo de alma, já o toque entre seu corpo e o meu se transforma em um só, mas infelizmente esses atributos e as qualidades que nos envolve não são suficiente para definir nossa relação, embora saibamos que toda relação é fruto da discordância entre os relacionados, pois se não fosse estes conflitos não haveria sequer um início entre as partes envolventes. De posse da certeza vivida por mim, digo que a clareza de minhas memórias se faz necessária para com a sua, mesmo porque ao julgar os sentimentos e os desejos criados dentro de mim os mesmos me fazem dependente do seu, sabendo antes mesmo que o seu vem em primeiro lugar. Quando lanço entre você e eu a margem desta falha é porque certamente a falha existe, mas por outro lado, sabemos que os sentimentos são latentes em nossas entranhas, certamente sentidos por mim é claro. Quanto aos seus já não tenho ainda este Don, o Don capaz de definir o pensamento daqueles que tanto amamos por isso o amor é algo sentido e não definido na linguagem humana. Tenho por mim que o amor é sentido através da percepção, e se de fato minha percepção estiver certa tomo por audácia em dizer que todos os relacionamentos são formados por atributos qualitativos e perceptíveis, por exemplo: dizer que um relacionamento não vem dos atributos de um beijo seria imperdoável, pois não vejo outro meio tão sensível capaz de transcender os sentimentos de nossas almas.
Estar conectado com meu inconsciente é o que me faz ter ciência em minhas palavras, há dois anos me vi no fim de um relacionamento, já desgastado por ambas as partes, seria mediocridade  de minha parte dizer que o mérito do término deste relacionamento tenha sido meu, pois não foi; não existe mérito no fim de um relacionamento; com certeza o mérito existe se o desejo for recíproco ou seja, se ambas as partes tiver um consenso onde a razão é capaz de discernir as razões deste rompimento, ou deste fim, embora sabemos que o fim de um relacionamento é difícil para ambas partes. Por outro lado fico feliz, porque sei que em um longo ou em um curto espaço de tempo o amor retornara. Esta é a satisfação de um relacionamento. Talvez com o fim de um amor o mesmo se enfraquecera, e com isso sobrara tempo para que as percepções do amor se fortaleça. Conhecendo a mim mesmo, sei que o pouco que sei  é suficiente para descrever meus próprios sentimentos. No entanto, sabemos que nem sempre conhecemos a fundo o nosso eu. Mas a audácia que me rege é capaz de sustentar o desejo vindo do coração. Mesmo que o coração seja um órgão expoente do corpo regido pelos sentimentos vindo da alma assim mesmo tenho a certeza plena da minha alma.

Ao conhecer alguém me preocupo se os desejos desejados por ela é capaz de saciar os meus, quando digo saciar de maneira alguma estou impondo um desejo desejado por mim, mas me pergunto se os princípios do seu amor são os mesmos de minha alma. Penso que ao logo deste caminho tudo se faz presente ate mesmo o sexo, e é este o que mais me preocupa. Com 9 anos de relacionamento me vejo completo para perceber as qualidades de uma relação e também as desventuras que o mesmo nos mostra. O tempo que por sinal foi bem maior que o amor sentido por ela, foi suficiente para mostrar-me que o desejo dela por mim era apenas carnal, por isso insisto em dizer que hoje me limito aos amores, pois amores são passageiros, já o amor é algo é algo duradouro. A maior prova de um amor por outro, se engana quem pensa que são os prazeres da carne, não, não mesmo, o amor é muito maior que o fracasso do sexo em se, o amor é construído pelas idéias contidas na intelectualidade de cada espírito.  

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